segunda-feira, 6 de julho de 2026

Julho de 2013, recorde mundial dum POGO I...

Aventuras do Hurry Can, um POGO I pelo Douro acima.

 
Já na última mensagem tínhamos dado a novidade.
O nosso amigo Paulo Lima com o seu Pogo I em subida pelo Rio Douro. O recorde mundial já não lhe escapa: seguramente o primeiro POGO que percorre o Rio Douro, o melhor destino fluvial da Europa!
Aqui vai o seu relato da aventura!

O Douro é de fato um destino maravilhoso. Vou lá todos os anos e nunca me canso.
À cerca de 3 meses que tencionava levar o Hurry Can para o Pinhão. Tentei marcar as eclusas no IPTM mas nunca consegui. Levantaram problemas por tudo: Elevados caudais, bandeira holandesa, não podia ficar na marina do Pinhão porque estava a ser concessionada... Tentei novamente em Julho e desta foi à primeira!
Saí sexta-feira depois das 20h e tive de retirar o mastro na Douro Marina. Não é barato (€30) mas, de fato, têm serviço. Viajava sozinho e ao aproximar-me da marina o motor foi abaixo sem gasolina. Depois de atestar não pegou. Chamei pelo radio a marina, que atendeu à 1ª, e 2 minutos depois estava a ser rebocado.
Acabei de retirar o mastro já de noite, com ajuda do meu irmão que se juntou à tripulação. Começamos a subir o rio só lá pelas 23h. Avançamos a 3 nós pela ribeira até Crestuma jantando uma bela refeição de sushi. Mais para cima ,com menos corrente, já conseguíamos fazer mais de 4 nós. A Ribeira à noite é sempre bonita mas o resto da viagem até Crestuma também o é. A sinalização ao longo do rio é excelente. Chegamos a Crestuma já tarde e aportamos, de braço dado, num passadiço a 1000m da barragem. Éramos 2. Às 5h da manha juntou-se a nós o meu primo que completou a tripulação de 3 elementos.
Após as 2 horas de sono acordamos às 7h de Sábado para passar a eclusa às 7:30m. Chamei pelo canal 12 e responderam à 1ª, com simpatia. Foi a minha 1ª eclusa e tudo correu bem, passamos sozinhos. O mastro ia pousado em cima do barco e tivemos que ter muito cuidado para não o fazer bater nas paredes laterais.
Continuamos a subir e acostamos perto de Castelo de Paiva, num passadiço junto de uma “Ilha dos Amores”. Praia fluvial e mesas para almoçar, desta vez foi polvo. Os balneários eram gratuitos e aproveitamos para tomar banho.
Seguimos então para Carrapatelo.
Chegamos muito cedo, pois programei a viagem considerando um andamento de 3 nós e estávamos a fazer 4 nós. Não podemos passar logo, por isso voltamos 1000 m para trás, descemos o ferro, e estivemos 1h a dar uns mergulhos. Nadamos depois até à praia fluvial e ai estivemos. A temperatura da água estava excelente! Carrapatelo é a eclusa com maior desnível. A água cai em cascata do outro lado. Impressionante. A mesma simpatia dos operadores da eclusa. Tudo correu bem.
Tínhamos pensado em ficar em Caldas de Aregos, mas como tudo corria tão bem e como queríamos chegar ao Pinhão cedo no Domingo, decidimos ir dormir à Régua. Na Régua a surpresa foi a marina. Os passadiços são fixos e ficam a cerca de 1 – 1.5 metros acima do convés do Hurry Can! O barco não tinha onde acostar!. Tivemos que o prender com 4 cabos um em cada canto e trepar para os passadiços. Estava um palco montado ao lado da marina, e foi festa toda a noite.
Domingo às 7:10h avançamos. Tinha marcação da eclusa para as 12h mas fomos tentar a sorte. Deixaram-nos subir à 8:45h. Desta vez o barco comercial da frente ocupou a parede do lado direito da eclusa e fomos obrigados a ir para bombordo, onde estava o mastro. Alguma atrapalhação e giroete do mastro partida. Chegávamos finalmente à bacia da Régua e estávamos muito próximos do destino final: Pinhão.
Antes disso, o ponto mais sensível da viagem: subir o mastro. Tinha pensado subi-lo numa ponte de um dos afluentes do Douro. Mas será que conseguíamos? Chegamos à foz do Távora e tivemos um surpresa muito boa: existia um passadiço por baixo da ponte. Desta forma podíamos prender a embarcação, pousar o mastro no passadiço e depois de o colocar na vertical colocá-lo em cima do barco. Um tripulante em cima da ponte e 2 em baixo. Em menos de 5 minutos tínhamos o mastro na vertical. Depois foi só passar 3h a passar cabos…
Juntaram-se a nós outros familiares e fizemos o último troço de 1h até ao Pinhão onde “descobri” um maravilhoso lugar na marina junto ao Vintage Hotel. Depois fomos ao restaurante da Gi beber uns canecos (estava 36ºC...) e comer a 1ª refeição quente em 3 dias…Excelente!
Para terminar a aventura voltamos de comboio às 5:30h. Penso agora ir para lá alguns fins de semana, com a família, e gozar o maravilhoso Douro.


Cenas dos próximos episódios:
Como passar para montante da ponte do Pinhão tendo o mastro mais 0,5m do que a altura livre debaixo da ponte?
Mas que vou passá-la vou!


Um grande abraço,
Paulo Lima

Nota: ver no link mais fotos!

https://amigosdavela.blogspot.com/2013/07/aventuras-do-hurry-can-um-pogo-i-pelo.html

sábado, 4 de julho de 2026

Your Sailing Experience, Portimão, junho de 2025

Your Sailing Experience…

Já se passou em junho de 2025, mas só agora a inspiração veio para o devido registo para a posteridade neste blog…

Uma imagem com ar livre, água, céu, andar de barco

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4 digníssimos representantes de descendentes dos povos do Norte, famosamente conhecido pelo grupo dos “Amigos da Vela”, Paulo Lima, Rui Freitas, Pedro Reis e eu próprio, Francisco Alba, rumaram aos "Algarves" para embarcar numa experiência de vela nos tenebrosos mares de Portimão.

Após viagem calma e agradável, uma primeira paragem se impôs para almoço (o famoso frango à guia) e depois uma segunda num hipermercado para se adquirir todos os produtos essenciais que fariam falta para 2 dias de vida a bordo… gin, água tónica, cerveja, um vinhito…água para os intervalos…sólidos para se confeccionar pelo "chefe" e seus ilustres ajudantes.

Uma imagem com ar livre, barco, navio, céu

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Um belíssimo Dufour 385 da WTT Sailing (https://wttsailing.com/) nos aguardava na magnífica Marina de Portimão, super preparado, arrumado e limpo para receber tal ilustre comitiva e onde arrumamos a tralha imensa de comes e bebes e umas pequeníssimas mochilas e sacos de roupa pessoal.

Tudo arrumado a bordo, era hora de sair para o mar!

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Tempo magnífico, vento fraco, manobra fácil para sair do pontão, navegação pelo canal de navegação até ao mar! Aqui chegados e com velas ao vento fizemos uma navegação ao longo da costa pela Praia da Rocha e praias seguintes para oeste até à Ponta João de Arens onde fundeámos. Que mar diferente é este do de Leixões…

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Enchido o anexo, e montado o novo motor elétrico para teste, iniciámos uma exploração ao longo das arribas, reentrâncias e pedras e pequeninas praias, admirando as águas transparentes aí existentes, após o qual regressámos ao “Machimbombo” que tinha sido devidamente ancorado. Levantado ferro, continuámos a navegação lenta para oeste até a uma reentrância de águas turquesas e cristalinas que convidaram a um mergulho.

Uma imagem com desporto, água, ar livre, nadar

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E nesta curta navegação, o nosso amigo Rui resolveu acompanhar o veleiro e ir a nado ao longo das rochas, tendo sido “atacado” literalmente por um "casal" de gaivotas que olhando para aquele objeto brilhante à tona da água a aproximar-se, o sentiram como uma potencial ameaça para o seu provável ninho no topo de uma rocha. Voos rasantes sucessivos à “careca”, grasnares violentos e um Rui aos gritos a ameaçá-las com salpicos de água (não se chamasse o seu veleiro SALPICO…).

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Depois deste episódio divertido, levantámos ferro e iniciámos o caminho de regresso tendo fundeado na praia do Ferragudo por volta das 20h30. Fim de dia esplêndido, umas cores divinais da natureza e também de uns gins tónicos para agradecer ao Divino por tal prenda. E nos entretantos, o "chefe" iniciou a preparação dum delicioso repasto. Que momentos! Viva a vela, viva o mar, viva o Machimbombo, viva a Sailing Experience, viva os amigos da vela!

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A noite entrou em força mas o dia ainda não tina acabado… Havia que testar o motor elétrico do anexo de noite, não fosse comportar-se de modo diferente…, pelo que se ensaiou uma expedição à praia para procurar, não um tesouro, mas um bar no Ferragudo com a promessa de um gin tónico divinal… e a expedição partiu... noite escura, 4 marujos, 4 lanternas, um anexo pneumático com água escura a meio palmo da sua borda, bateria a 20%. Desembarque de antologia…sapatinhos encharcados, bateria debaixo do braço, embarcação na areia, bem acima, não vá a maré levá-la e … O bar era já ali, viam-se as luzes, não havia que enganar. Mas ali apanhámos a maior da desilusão desta descida aos "Algarves": bar a fechar pelo que não poderia receber tão ilustre comitiva saída misteriosamente da escuridão. Não havia nada a fazer senão regressar ao Machimbombo, que no meio da escuridão e entre várias embarcações ancoradas, não foi nada fácil encontrar… Teste do motor realizado mas tesouro... nem vê-lo!

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Noite tranquila até às 6h e pico da manhã em que despertou um vento forte de leste que tudo abanou e que obrigou os dois menos jovens tripulantes a virem ao convés para recolher toalhas e calções a secar, e verificar se tudo estava nos conformes, nomeadamente o ferro. E os mais jovens nos sonhos dos anjos se mantiveram…

O dia acordou cinzento e com vento, pelo que decidimos rumar à marina de Portimão, ocupando o tempo em alguns trabalhos de cais, a comprar uma nova mangueira de banho e mais importante, a preparar o almoço, sempre com um bom gim tónico de entrada e uma cervejinha de vez em quando.

Uma imagem com navio, barco, embarcação, andar de barco

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Almoçados, era hora de largar amarras e sair para o mar e velejar. Tendo o vento caído um pouco, optou-se por um percurso turístico ao longo da costa para este, passando pela praia do Carvoeiro, grutas de Benagil, Argar Seco, farol de Alfanzina e outras coisas mais.

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O outro veleiro da frota WTT

Depois desta viagem turística chegámos à marina já fim do dia, tendo optado por ir jantar fora junto à Ponte de Portimão. Drinks finais a bordo, dormida. Num instante o dia acordou e o pequeno almoço em terra aconteceu. Limpezas e arrumações finais, era hora de regresso de “coche” ao Norte para a maioria desta ilustre comitiva dos Adv!

Uma imagem com pessoa, vestuário, Cara humana, óculos de natação

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Grande fim de semana entre amigos da vela e do mar, amizade de muitos anos, boa confraternização e boa conversa, programa gastronómico e desportivo a repetir!

Bem hajam amigos, obrigado Paulo, obrigado WTT Sailing!

https://wttsailing.com/


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Moby Dick no mar, incêndios em terra...


Saída de fim do dia já fora do horário de expediente, no maior dos contrastes: 39 graus de temperatura a menos de 1 km da marina, 33 graus  na marina, 23 graus no mar... Mar azul, céu azul pintado de castanho dos incêndios em terra com fumo imenso a norte e a sul do Rio Douro.
Condições excelentes de vela com vaga inferior a 1,5 metros, ventos do quadrante norte na ordem dos 10 a 14 nós a cair para a noite, paraíso para um veleiro como o Moby Dick (Beneteau First 300 Spirit) que adora vento, boas bolinas e boas "surfadelas" com o pano todo em cima.
É verão, os dias grandes, é preciso aproveitar!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Laser Pico, 2012...o tempo passa...

Laser Pico

O prazer da vela ligeira.
Tarde de sábado, antes do banho de mar purificador do fim do dia no Atlântico.
Vento quanto basta.
Foi na Costa Nova, andavam por lá os Sharpies e Vougas em regata.
Viva a vida.

https://amigosdavela.blogspot.com/2012/07/laser-pico.html

terça-feira, 30 de junho de 2026

Verão

Verão, estação das festas, da praia, das brincadeiras com a família e amigos, dos dias longos, das noites boas, do bom tempo, dos brinquedos da água...das ondas, das águas mais tépidas, dos momentos à beira mar, dos longos passeios pela praia, das memórias de navegações para as Rias Galegas, o sempre e desejado regresso ao "secret spot" que já faz parte da minha, nossa alma...
Viva a vida...