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sexta-feira, 17 de abril de 2026
Beneteau First 20, aquela máquina!
Na senda dos famosos 210 Spirit (saudoso Moby Dick...), 211, o 20 é aquela receita milagrosa: rapidez, boas sensações, preciso, segurança, simplicidade, a solo ou em equipa, cockpit mínimo mas funcional e suficiente para um fim de semana espartano, rebocável, mais barato de custo, manutenção e marina.
Aquela máquina intemporal criado por Finot-Conq e que evoluiu em diversas versões até ao First 20, com produção desde 1992 até 2016.
domingo, 26 de março de 2023
Recordar "post" de Outubro de 2013: "Moby Dick, um First 210, partida à vista"
Caros
Amigos,
Foram
12 anos de leal e total cumplicidade com o extraordinário pequeno, no entanto enorme,
veleiro, Moby Dick de seu nome.
Desenhado
pela dupla J.M. Finot e Pascal Conq (groupe Finot), construído pela Bénéteau,
foi apresentado ao mercado em 1992 no salão de Paris. O First 210 marcou de
imediato uma diferença abismal para a concorrência. A seu lado todos os outros
pareciam uma bota da tropa...,marchavam..., mas não era a mesma coisa ...
Logo
com as primeiras fotos e avaliações da imprensa especializada, ficou claro que
teríamos que o ter. Foi uma questão de tempo. Em 1999 conjugaram-se os astros e
concretizamos o projecto.
Não
nos enganamos.
Ainda hoje, passados 20 anos e algumas designações comerciais,
210, 211, 21.7 e 20, continua a ser a referência no seu segmento, combinando
como nenhum outro um misto de sensações e performance da vela ligeira, com a
habitabilidade, segurança e sentido prático de um pequeno cruzeiro.
Na altura era conhecido um em Viana, outro na Figueira da Foz e talvez dois ou três em Lisboa. Como o mercado era curto, fomos a França buscá-lo. A viagem por estrada até Leixões foi sempre a rolar. Uma directa desde Hendaye, com uma volta ao circuito de Vila Real às duas da madrugada à procura de combustível (para o carro), já que o vento era fraco.
Os três meses de espera pela legalização foram uma dureza. Vê-lo estacionado na marina e não poder navegar foi difícil, mas depois foi uma delícia todos os momentos bordo.
Em
2001 participamos no troféu das regatas Atlânticas da Amizade, organizadas pelo
Clube Naval de Leça, com a conquista do primeiro lugar que valeu uma bela taça.
Há quem diga que nasceu aqui a maldição do Moby Dick: A taça ficou no clube e
logo a seguir este ardeu. Nunca mais aceitamos nenhum troféu. O
melhor das duas edições do trofeu do CNL foi de facto o convívio com a malta da
vela, e as amizades que se criaram com quem partilha da mesma paixão pelo mar e natureza.
O azulzinho dum figa, como dizia um dos nossos amigos, que no Trident se "picava" por ultrapassar o Moby Dick nas nossa aventuras.
Ficará
registado nas nossas melhores recordações, uma descida da Póvoa para Leixões,
com vento acima dos 15 knts, com o spi em cima e a vela grande toda aberta.
Andamento de loucos, nunca baixamos dos 9 knts e com picos de 12 knts nas surfadelas da boa vaga que se fazia sentir, magnífica cavalgadela nas
ondas, sempre com uma estabilidade assegurada pelos dois lemes.
Obrigado Moby Dick (e Finot)!
Obrigado Moby Dick (e Finot)!
Foram também bastantes horas passadas debaixo do casco a lixar e a aplicar o antifouling. Nestas ocasiões a sua superfície fazia lembrar um petroleiro. O bricolage faz parte do gozo de ter um veleiro!
À bolina, com nortada rija, mantem sempre um leme no controlo. Mesmo adornando quase a 45º, conforme as imagens documentam, a segurança é manifesta. Para a velocidade será melhor rizar o pano, mas o gozo está lá todo, mesmo quando a proa levanta as ondas frias no inverno e molha a tripulação de surpresa.
Foram inúmeros os momentos felizes de convívio com os amigos da vela, nos percursos à vela, nos passeios à Póvoa, ao Douro, à boia da Madalena, ou só dentro da bacia de Leixões. Ao longo destes últimos 5 anos, estes momentos foram sendo documentados no blog e tiradas centenas de fotografias, senão milhares, para mais tarde recordar. Os First 210 e sucessores tem destas coisas, fazem amigos...
Pois
bem amigos, já perceberam que somos fãs incondicionais do JM Finot e dos First. E o
First 210 só está à venda porque vem a caminho outro First, by Finot.
Temos
a certeza de que fará o(s) próximo(s) proprietário(s) tão feliz(es) como nós
fomos e se ficar em Leixões continuará com certeza na frota dos “amigosdavela”
e no pelotão da frente (os que chegam à mesa mais depressa).
Seguramente
que o dia mais feliz da vida do marinheiro não é quando vende o barco. É
durante o usofruto. Até pagar a taxa de farolagem é um prazer...
António Soares
Francisco Alba
Nota: com vários milhares de fotos tiradas ao longo dos anos, é sempre difícil identificar o autor de cada foto. Tiago Sousa (curso de fotografia), Fernando Abel, Paulo Lima, Timo, F. Alba e .....De modo a não haver falhas, um agradecimentos aos amigos da vela de todos os tempos!
António Soares
Francisco Alba
Nota: com vários milhares de fotos tiradas ao longo dos anos, é sempre difícil identificar o autor de cada foto. Tiago Sousa (curso de fotografia), Fernando Abel, Paulo Lima, Timo, F. Alba e .....De modo a não haver falhas, um agradecimentos aos amigos da vela de todos os tempos!
domingo, 3 de março de 2019
First 210, 211...
Já muitas vezes se falou deste fantástico pequeno first neste blog...
Moby Dick de seu nome, um exemplar desta família que se iniciou com um Beneteau First 210, e que durante anos deu um imenso prazer aos seus proprietários... e colocou na sua esteira muitos veleiros bem maiores nos mares de Leixões!
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Voga, viagem para a sua nova casa...
Todo o mundo é composto de mudança...
E o Voga que durante anos sulcou os mares de Leixões em muitos percursos à vela dos Amigos da Vela e não só, mudou de lar e família...
Felizes os novos donos que recebem um Beneteau First 211 de 2000, uma criação ímpar da Beneteau (J.M. Finot e Pascal Conq) que ainda não foi capaz, 26 anos depois do seu lançamento (Salão de Paris em 1992), de substituir esta sua criação retocada ao longo de algumas versões desde a primeira (First 210) sem adulterar o seu casco e o conceito.
Foi ontem para a Ria de Aveiro onde talvez se concentre hoje a maior frota destes veleiros em Portugal. Via grupo WhatsApp e em terra, muitos amigos da vela acompanharam esta viagem de 33 milhas náuticas dos nossos amigos Ricardo e Carlos, viagem que se iniciou em Leixões às 8:20 e que finalizou às 15:15, ou seja 7 horas depois.
Mar chão em todo o percurso, tempo ainda de Verão, vento inexistente ou fraco que colocou à prova o fantástico motor Mercury de 6 cv a 4T que a cerca de 3/4 da sua rotação e sempre em serviço para ajudar à missa, gastou cerca de 8 litros... (mais eficiência não é possível...). Média global 4,7 nós, consumo combustível 1,14 litros / hora ...
E se na entrada da Barra da Aveiro os golfinhos deram as boas vindas, em São Jacinto, fim da viagem, as honras das casa foram da responsabilidade dos novos donos que calorosamente receberam o Voga e os nossos amigos.
A eles e ao Voga neste novo lar e vida, bons ventos e sigam o nosso blog!
combustível...
Barra à vista!
Nota: fotos da viagem de autoria de Ricardo Guerreiro
domingo, 17 de setembro de 2017
3ª Regata do Porto de Leixões
Este Sábado, regata, muitas velas no mar e condições de vento e de mar próprias para se tirar o melhor proveito de cada embarcação. Vento máximo entre os 15 e 20 nós, sol, largada para norte para rondar as boias de desmarque à frente do terminal de cruzeiros, uma longa popa para sul até à boia exterior da praia da Madalena a sul, rondar e regressar em sucessivas bolinas para norte até à linha de chegada na entrada da bacia de Leixões.
4 horas excelentes de mar e de vela incluindo o tempo de regata, bom convívio, muitos amigos, venha a próxima!
Aqui algumas das fotos tiradas de bordo do Moby Dick que contou desta vez com o N/ grande amigo José Correia a ajudar a tripulação, ex-patrão do Tridente (e mais tarde do Lorelei), veleiro que por volta do ano 2000 (17 anos atrás!) era um dos principais animadores das famosas Regatas da Amizade promovidas por um grupo de amigos baseados no CNLeça. Velhos tempos em que se fizeram grandes amizades!
17 anos depois de tentar andar à frente do Moby Dick desses tempos...(Beneteau First 210), o nosso amigo Zé Correia embarca noutro Moby Dick mas maior (Bénéteau First 300), ajudando à conquista de um 3º lugar na classe ANR2).
Viva a vela, viva a vida, vivam os amigos!
17 anos depois de tentar andar à frente do Moby Dick desses tempos...(Beneteau First 210), o nosso amigo Zé Correia embarca noutro Moby Dick mas maior (Bénéteau First 300), ajudando à conquista de um 3º lugar na classe ANR2).
Viva a vela, viva a vida, vivam os amigos!
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Norte rijo este Sábado
Este Sábado, uma tareia... com a Mateus Rosé Sailing Cup a sulcar as águas entre Leixões e o Douro.
Na hora da largada, às 13h00 as rajadas já tocavam os 17 nós, às 14h30 já iam nos 24 nós medidos no Moby Dick na entrada em Leixões, e por volta das 16h30 acima dos 27, a fazer fé no KOI que entrou em Leixões por volta dessa hora. Vaga de 1,5 m, carneirada a saltar de contente por todo o lado...
Imagens de alguns amigos que participaram ou por lá andaram neste dia de vela rija, tiradas de bordo do Moby Dick (ex-Bogavante).
Mais fotos não se tiraram pois... ou o fotógrafo necessitava das 2 mãos para a embarcação ou a máquina tinha que ser abrigada das "baldadas" de água que por lá apareciam...
mais 2 fotos a partir do Baco (First 210)
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